terça-feira, 25 de maio de 2010

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Eu chorei por três horas e dormi pelo resto do dia.
É incrível como ainda tenho forças para permanecer viva. Apesar de não sentir mais fome, nem frio. Imune à felicidade. Qualquer feixe de luz me trás aversão, alergia.
Lembrar-me do seu nome já não me abre um buraco na alma; ela já atingiu seu limite.
Esgotada de tanta angústia, cansada de sentir a falta de algo que nunca existiu fora dos meus sonhos insanos, deito-me no fundo dessa vala que insistem em chamar de “vida”. E opto por deixá-la assim: escura, vazia, sozinha em si mesma. Esperando pelo milagre da morte, ou simplesmente pelo seu fim material.

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